quarta-feira, 27 de maio de 2009

A Pós-Moderna `Crise dos Mísseis` e a Prova Ilícita


A política e a mídia, sedentos por assuntos bélicos, estão reeditando a famosa crise dos mísseis, ocorrida em 1962, na baía dos Porcos, em Cuba - quase na península da Flórida - EEUU, porém com atores um pouco diversos.
Ocorre que essa figurinha bizarra de óculos escuros aí em cima, chamada Kim Jong Il, que comanda a Coreia do Norte, na longínqua Ásia, entre um filme e outro [não, não, ele não é ator; é Diretor de cinema. Pasmem.] Curte, ao melhor estilo Sun Tzu, uma Arte da Guerra.
E não é qualquer `batalha naval` ou xadrez on line que o nosso pequeno polegar curte.
O cidadão simplesmente possui tecnologia para fabricar a bomba atômica. Tá certo que tá um pouco defasada a tal de bomba atômica, que foi usada oficialmente só na II guerra, etc. Mas vai dizer isso pros japoneses que são descendentes diretos dos ataques americanos em Hiroshima ou pros sobreviventes de Chernobyl.
Na vontade de experimentar o equipamento, que deve ter custado uma grana [alô, URSS] ele fez um teste de míssil.
Bom. Foi o suficiente para causar um frenesi mundial, com reuniões de emergência na ONU e reforço no armamento da fronteira com a Coreia do Sul - noticia-se que seja a fronteira mais bem armada do mundo.
E como se chegou a saber que as bombas lançadas eram com tecnologia atômica ?
Bom, as bombas lançadas pra dentro da Terra, ok, foi fácil. Tremores constatáveis pelos geólogos ou afins. Agora, e a tecnologia atômica?
Simples.
Satélites ESPIÕES norte-americanos localizaram fábricas onde estão sendo fabricados materiais à base de plutônio, que serve para fabricar as ditas bombas.
Eu ouvi e li bem. Satélites Espiões. Ou seja, a PROVA produzida pelos EEUU é ILICÍTA.
Habeas Corpus pra trancamento da investigação já !
PS: endereça-se o HC pra quem ?

quinta-feira, 14 de maio de 2009

E agora, quem poderá nos defender ?

A Notícia:

Ex-PM Ricardo Batman é preso na Zona Oeste do Rio
Ele estava foragido desde outubro de 2008, após fugir de presídio.Ex-PM é acusado de comandar uma milícia da Zona Oeste.

Agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) prenderam, na noite desta quarta-feira (13), o ex-PM Ricardo da Cruz Teixeira, o Batman, acusado de chefiar uma quadrilha de milicianos que atua na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo a polícia, ele foi preso na casa da namorada, em Paciência, na Zona Oeste.

Em outubro de 2008, Batman fugiu do presídio de segurança máxima Petrolino Werling de Oliveira, também conhecido como Bangu 8, pela porta da frente acompanhado de dois homens. Com a fuga, o diretor do presídio, Luiz Fernando Burgos, foi exonerado.

Batman foi preso durante a Operação Suporte, da Polícia Civil. De acordo com a polícia, cerca de 20 policiais participaram da ação. Com a ajuda de um helicóptero blindado e de três carros descaracterizados, os agentes cercaram a casa em Paciência. Em seguida, uma mulher saiu com as mãos para o alto e disse que ele iria se entregar. Não houve tiroteio.

A Central Disque-Denúncia, que ofereceu recompensa de R$ 10 mil por informações que levassem a sua captura, recebeu mais de 230 denúncias de que Batman e seu companheiro, Aldemar Almeida dos Santos, o Robin, morto em abril de 2005 durante um confronto com a polícia, fariam parte de um grupo de extermínio.

Ex-policial militar, Ricardo Batman foi expulso da PM em 1992, quando fazia parte do Batalhão de Choque (BPChoque). A milícia, da qual é acusado de chefiar em Campo Grande, exploraria serviços clandestinos de segurança, transporte alternativo, distribuição de gás e venda de sinal de TV a cabo. [site G1, 13 de maio 09]
O Post:
Como se vê acima, é noticiado com alarde pela mídia policial a prisão de Batman.
E agora, o que é que eu faço ?
Fui criado lendo as aventuras do Homem-Morcego, que após ver seus pais mortos por um bandido quando era criança revoltou-se contra a criminalidade, foi estudar artes marciais e técnicas de luta corporal em todos os cantos do globo. Aliou seus conhecimentos com alta tecnologia e muito dinheiro das empresas Wayne, voltou para Gotham City e livrou a cidade de bandidos como o Pinguim, o Charada, o Coringa e outros do mesmo naipe.
Pois agora, de certo, a crise global e a "boa vida de playboy" [Carlos, Roberto - década de 1960] que o cidadão Bruce Wayne levava, afetaram os investimentos milionários do conglomerado de empresas que Batman tinha.
Deve ser por isso que ele foi parar no subúrbio do Rio de Janeiro, vendendo net cat e fazendo bico de transporte com "umas" Kombi.
Só me resta chamar o Chapolin - E agora, quem poderá nos defender ?

PS: será que esse herói, por ser mexicano, não está com a gripe suína ?

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Cachorro Grande + Oasis


Show Incrível
12 de maio de 20o9 - Porto Alegre RS, Brasil
pra quem não foi:
"você não sabe o que perdeu; você não viu o que aconteceu !"

terça-feira, 14 de abril de 2009

questões econômicas em tempos de crise

apesar de se arrastar por mais de 6 meses a dita crise mundial só agora arrisco algumas linhas sobre economia, num sentido bem lato, até pelo meu conhecimento ser parco. Não vejo além das notícias publicadas em jornais e sites e da mídia televisiva e radiofônica, com alguma leitura que inclua questões econômicas contemporâneas e o dia-a-dia da advocacia em um escritório de direito empresarial.
Tenho percebido, desde as fontes acima e de conversas com empresários, as dificuldades de se manter uma empresa. Digo empresa no sentido amplo da palavra - pode ser uma transportadora, uma distribuidora de gêneros alimentícios, indústria de complexos produtos ferroviários, construção civil - para ficar em exemplos próximos de clientes com os quais trabalho.
E a partir daí pode passar uma das causas da crise.
A dificuldade que falo vai passar por todos os estágios de produção, da questão tributária, de compra de matéria prima, de processos de industrialização, da logística [transporte, distribuição e armazenamento de produtos], dos riscos da responsabilidade civil, de trabalhar com material humano - questões subjetivas de cada um dos empregados, com cargas de trabalho e serviços totalmente diversos até as questões trabalhistas - no Brasil, sabe-se, a Justiça do Trabalho é benévola em relação do mísero em detrimento dos empresários. Posição enfrentado por um Magistrado conhecido deste blogueiro, que carrega a máxima "se eu quebrar [desfalcar financeiramente por uma condenação trabalhista] a empresa, eu quebro o Brasil" - acho exagerada a posição, mas tenho que concordar parcialmente com ela - sem querer ser do muro, mas não nem escravidão, nem enriquecimentos ilícitos através da Justiça do Trabalho - não se pode deixar a exploração do empregador imperar, porém, há de se valorizar a pessoa que é empreendedora, que produz empregos - e aí volto ao tema do post.
Numa gama tão diversa de responsabilidades e dificuldades - da responsabilidade civil aos trâmites trabalhistas - porquê investir numa empresa tradicional ?
Pra que ficar sujeito a pagar indenizações milionárias; de estar à mercê da natureza [inundações/enchentes/secas]; de correr o risco de responder processo criminal/ser preso por conta de um não pagamento de tributos - que muitas vezes não foram pagos pois, se fossem, inviabilizariam o funcionamento da atividade e/ou o salário dos empregados ? Pra quê tudo isso?
Na minha opinião é o que passou pela cabeça de muita gente, principalmente a partir dos anos 1990. E esses empreendedores, reprimidos em sua vontade pelo medo das consequências de se abrir empresas "normais" - com produtos/serviços sede, faturamento, tributação e funcionários, num sentido moderno de atividade foram buscar em outra área de negócios seu rendimento.
Desde escritórios enxutos do ponto de vista espacial e de pessoal, com computadores e eles mesmo tocando a atividade foram especular na bolsa de valores, mercado imobiliário e outros meios de transformar os valores da economia real, em virtual, multiplicando ações de papéis, esses investidores estavam fazendo girar uma bola que era alimentada pelo dinheiro "de verdade", para posterior autofagia.
Creio que tenha ficado insustentável o ciclo, tendo vindo a estourar a "bolha" - no caso, relacionado aos imóveis e créditos podres americanos - onde instituições bancárias, com alto crédito virtual, concediam dinheiro real à pessoas sem a mínima capacidade de gerar renda para devolver [com juros] esse crédito concedido. O virtual e o real deixaram de se entender, causando a crise.
É apenas uma visão remota das causas da crise, mas que vejo presente no diário de empresários de muitos ramos.

quinta-feira, 9 de abril de 2009







Tenho vários motivos para fazer esse post. Cá estão.

semana passada re assisti o Iluminado e, devido a questões do filme e de contexto, preciso compartilhar minhas ideias, nem que seja com o blogger.
Estou numa fase de comprar filmes em dvd. Tenho a impressão de que vou acabar como alguns amigos meus, que fizeram uma videoteca em casa na época [continua com acento? ideia, ali em cima, perdeu...] de VHSs e hoje tem um monte de entulho em casa. Bueno. A questão é que estou comprando obras cinematográficas com critérios muito pessoais de escolha. Do diretor à oportunidade, passando por uma boa coleção da revista Veja [alguma coisa boa pela Veja !]. Chama cinemateca Veja, onde 50 títulos MUITO diversos estão ali entabulados, oferecidos com uma revista que disseca o filme, o diretor, os atores a até a trilha sonora a um preço bem razoável cada edição - menos de 15 mirréis.
A coleção vai de O Estranho Sem Nome, western de 1973, dirigido e estrelado por Clint Eastwood [confiram Gran Torino, em cartaz, merecedor de um post próprio] até Uma Linda Mulher, passando por Mad Max e Pulp Fiction. Lógico que não irei comprar todos, inclusive por uma questão de economia, mas principalmente porque Titanic não precisa estar na minha casa.
O Iluminado, então, faz parte dessa leva.
Tinha assistido ao filme uma única, solitária e despropositada vez. Estando de posse da cópia, com uma tv nova pedindo uma estreia de nível, resolvi rodá-lo. Fato interessante e marcante até certo ponto, é de que o sujeito que rabiscou a minha tatuagem leva no antebraço o momento acima, onde a central da face de Jack Nicholson passa por uma fresta de porta de banheiro recém aberta a MACHADADAS.
Montei o cenário em casa - da boa acomodação à escuridão total no recinto.
Prestei a devida atenção e, resultado meio óbvio - exceto para a crítica da época do lançamento, 1980, que caiu de pau no filme, sendo inclusive indicado pro framboesa de ouro - curti muito, memso não sendo fã de filmes de terror. Está muito mais para Os Outros do que para Sexta feira 13.
O grande lance do filme, na minha captação e leitura do livretoembutidoquevemjuntocomofilme é o INFERNO. Claro que para entrar na atmosfera do filme tem que se deixar levar pelo Stephen King - autor do livro que deu origem ao filme - e pelo metafísico/espiritismo/ocultismo/sextosentido [I see dead people] total.
O personagem de Nicholson é um alcoolatra em recuperação, professor e escritor frustrado - ele vai pro hotel pois teria, em tese, tempo e tranquilidade pra escrever. Questões que Kubrick queria ter exposto, mas ficaram fora do filme. Voltando ao andar subterrâneo, vemos o cara, já surtando pela solidão [só o núcleo familiar - esposa e filho], falta do que fazer e de produtividade literária [e o ócio criativo?] e - suponho, pela feiúra da mulher dele, interpretada por Shelley Duvall, vai a o bar do hotel e o vê totalmente vazio. Ato seguinte, Jack [Nicholson] Torrance fala "eu venderia a alma por um drinque". TAÍ. Logo ele vê uma figura bizarra como barman [lembra o Seu Madruga, como Mephistófolis, num Chapolin] e as prateleiras do bar ficam completamente tomadas de uísques, licores e biritas de todas as ordens. Ele bebe. E daí a loucura e o caráter sinistro do filme só aumentam, com a exigência, pelos credores da morte brutal daqueles dois que andam rodando pelo hotel.
Daí a Stephen King ter bebido direto nas maiores fontes do gênero - na bíblia e em GOETHE [, Johann Wolfgang von] é concreto. A clássica troca da alma é o ponto crucial da trama. Mais do que a "iluminação" [suposto dom de ver passado e futuro e ler almas de outros ] que o filho do protagonosta possui [além do cozinheiro do hotel] e que dá nome ao filme. Mais do que a importância da aparição daquelas macabras irmãs não-gêmeas de mãos dadas.
Re [ou] vejam.



segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Barack Obama e o fechamento da prisão de Guantánamo


Um dos assuntos sobre o qual tive mais vontade de me manifestar era sobre a eleição de Barack Obama para o "cargo mais importante do planeta" - para usar uma expressão consagrada que não necessariamente exprime minha opinião. Mas, vá bene, aceito tal do ponto de vista formal - o cargo eletivo que põe, em tese, mais poderes nas mãos de uma mesma pessoa pode ser o que ele está ocupando.
Não vou gastar linhas e português [reformado, já] para escrever o que milhões de pessoas já fizeram. Da origem étnica e cor da pele ao rebolado nas festas de comemoração à vitória e posse muito já se escreveu.
Tenho uma boa dose de esperanças, e mantenho isso desde o início de 2008 [post de fev/08], quanto à progressos que possam advir da gestão Baraca [Veríssimo, L. F.] de governar. De menos investimento n a indústria bélica - apesar do lobby fortíssimo que deve pesar sobre o capitão da casa branca [hoje, nem tão branca assim] e a consequente desnecessidade de fomentar guerras pelo mundo para justificar a $$$$$ envolvida; até uma consciência ecológica um pouco maior - de ver que a terra é O lugar para TODOS vivermos por mais alguns milhares de anos, portanto, devendo ser preservada. Claro que não sou utópico a ponto de querer parar com a indústria - química, metalúrgica, automotiva e petrolífera, mas tem que se chegar ao denominador. Mínimo que seja.
Ao que, um passo inicial e importante foi tomado. De vários prismas - humanitário, social, geo-políticos e de palavra [promessa de campanha].
O fechamento da prisão de Guantánamo, em Cuba.
Haverá revisão de processos dos prisioneiros [via de regra, acusados de terrorismo, por menos que eu possa conceituar a expressão] com uma ligeira possibilidade de defesa; as relações com Cuba [Fidel elogiou Obama] podem ser retomadas; etc.
Apagará o fogo de um do verdadeiro inferno na terra.
Onde a ilegalidade e o abuso da força predominam. Onde os carcereiros, às vezes, mostram em atos - baseados numa cultura imperialista e dualista de bem e mal, onde eles imaginam servirem à luz - faces cruentas do ser humano, fazendo com que os prisioneiros sejam divertimento para "brincadeiras", tarefas ou simplesmente pela sacanagem de ver o cara SE BORRANDO de medo com cães enfurecidos rosnando contra si ou por outras formas de tortura. Mesmo psicológica.
Começou bem.

retomada

retomo as atividades de escritor eventual.
estive afastado desde o 15 de setembro até a presente data por vários motivos: finalização de trabalho de conclusão de pós graduação [que rendeu, em vários sentidos];
militância advocatícia, que inclui, desde out/08, semanais viagens à Santiago/RS [não, infelizmente não é a do Chile]; desídia, pura e simples; e um certo temor em escrever, simplesmente, pela qualidade do que tenho lido em meios análogos - blogs de amigos e de conhecidos que estão acima da média. Logo, veio o temor de expor um texto com qualidade não tão boa. Mas, devido à gama de assuntos, vontade, inspiração, e noção de que a escrita é uma ferramente importante e de que a exerço com razoável qualidade, voltei.