
Terminou ontem, 15 de julho de 2008, uma das mais arrastadas "novelas" do futebol internacional.
A venda de Ronaldinho Gaúcho, que sai do Barcelona [Catalunya] para o Milan [Italia].
A negociação envolve númeos astronômicos [porém, não os maiores que já circularam o mundo da bola]. A compra dos direitos do jogador por 21 milhões de Euros, que assina contrato até 2011, com possibilidade de acréscimo de 5 milhões por uma classificação à Champions League; um salário anual que, na Espanha alcançou 7 milhões de Euros por temporada e no Milan fica "apenas" em 3,5.
Surge a questão: quem fez o bom negócio ?
O Milan? que recebe um Ronaldinho renovado [aparentemente] na sua vontade de jogar futebol num novo ambiente.
Ronaldinho ? Que vai a um time de maior calibre que o Barcelona [em nível de títulos: o Milan é tetra campeão mundial de clubes; nove x campeão da Champions; o Barcelona é bi da Europa mas nunca ganhou o Mundial - uma derrota com esse cidadão objeto do post. Em grife os clubes se assemelham]; que jogará ao lado de Pato e Kaká, dois excelentes jogadores; onde lhe oferecem a possibilidade de jogar a Olímpíada pela Seleção Brasileira, fator determinante na negociação - tendo em vista a concessão por parte do [ex?]atleta e seu irmão/procurador Assis sobre os 15% do percentual de venda - algo em torno de 4 milhões de Euros.
Ou o Barcelona ? Que coloca no bolso limpos toda aquela quantia citada, alivia um salário nababesco de sua conta; extirpa do vestiário um atleta pouco afeito aos treinos, que desde a metade de 2006 [pós conquista da Champions League] não tem uma regularidade de boas [ou ótimas, como os fãs esperam] atuações; baladeiro de carteirinha e, o pior de tudo, considerado amarelão/pipoqueiro?
A julgar pela foto acima tenho minhas dúvidas da excelência da negociação para o time Milanês. Joan Laporta [de gravata] parece mais confiante, feliz e sabedor do passo que está dando ao negociar, nestes termos, o jogador com o Milan - representado por Galliani. O atleta tem aquela cara ali, que nós conhecemos - até deve estar feliz em não brigar para jogar a Olimpíada e continuar em times de primeira linha [ao contrário do que aconteceria se fosse ao Manchester City, da Inglaterra].
Só o tempo e as demonstrações dentro das quatro linhas irão mostrar quem tem razão.

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