quinta-feira, 17 de abril de 2008

caso Isabella

Após ser bombardeado pela imprensa [a sensacionalista e a dita séria], por todos os meio possíveis - tv, rádio e internet, resolvo publicar um post sobre o caso que domina a cena - o da criança Isabella.
Todo mundo sabe tudo - da Luciana Gimenez ao Lasier Martins; passando pelo delegado e peritos [me expliquem: pra que 7 perícias ?] até chegar ao meu avô e ao bigududo da mesa do lado.
Todos sabem o caso de cor. Acesso a inquéritos, fotos, imagens, depoimentos de testemunhas, tudo está exposto. Nada mais [exposto] do que a vida dos envolvidos, que se vêem as voltas com uma verdadeira devassa em sua privacidade e honra. Sejam ou não culpados, já estão cumprindo pena, disso eu tenho a certeza.
A pergunta que sempre aflora, a qual sempre evito a resposta: quem tu achas que matou a menina ?
Nessa hora, saio para o lado técnico e respondo.
Não sei. Só sei que uma prisão cautelar, neste momento não se sustenta. Não há fundamento que, por ora, segregue qualquer pessoa envolvida no caso.
Só posso parabenizar o Desembargador que soltou os cidadãos suspeitos, pois fez cumprir a CR e o CPP.
Tenho a certeza que o direito penal vai cumprir o aspecto retributivo que muitos desejam. Mas sei também que o "direito social" já está punindo algumas pessoas, muito antes do processo, sequer, começar.
Quanto ao mais, vejo uma atitude demasiado humana. Porém, pelo lado selvagem. Como diria Francesco Carnelutti:
"este ser médio angel e médio bestia que és el hombre"

Romário


Pendura as chuteiras um dos três melhores atacantes que vi jogar futebol.


Centroavante nato, Romário foi o maior protagonista da única conquista futebolística que me encheu de alegria - afora, logicamente, as inúmeras do Grêmio.


Foi o principal jogador da Seleção Brasileira que ganhou o Tetra Campeonato nos EEUU.


Frases polêmicas ["papai do céu olhou pra mim, apontou o dedo e disse: esse é o cara" "no Rio, rei tem vários, mas deus, só tem um"]; belas mulheres; ilusória contagem de gols; dez times - incluindo os três grandes do rio de janeiro - porque Botafogo já foi time grande, não é mais. Tudo isso foi o contexto de um extraordinário jogador de bola. O melhor dentro de uma grande área.


Fica aqui o registro. Minha reverência a esta sumidade da bola. Merecida [e talvez um pouco tardia] aposentadoria.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Bebida nos Estádios

Escrevo desde a perspectiva de advogado interessado na causa criminológica e na de torcedor assíduo e, por vezes consumidor de cerveja, em estádio de futebol [olímpico monumental].
Não concordo com a proibição que estabelecer-se-á a partir de um ano após a possível aprovação pela governadora Yeda Crusius, criado pelo projeto de lei 107/2007, na Assembléia Legislativa do RS.
O mais triste é ver que os parlamentares gaúchos, em sua maioria, tratam o tema a partir do dois pontos: os que votaram favoravelmente entendem a bebida alcóolica como principal fomento da violência; os que votaram contra, usam o argumento financeiro, dizendo que muitos clubes dependem da renda da copa.
São dois discursos falaciosos. Os primeiros tentam resolver um problema complexo, um fato social relevante e sempre existente em qualquer agrupamento de pessoas mais ou menos organizadas. A violência. Este fenômeno não pode nem deve ser explicado a partir do consumo ou não de determinada droga. Tampouco buscar-se uma solução [?] para ele mediante artifício legal proibitivo.
Os segundos, apesar de eu concordar com o voto em si [negando a probição], o meio usado pelos deputados para explicar sua posição é errôneo. A questão financeira é absolutamente secundária.
Estamos tratando de direito/liberdade individual. O querer usufruir do alcóol é direito de todos. Não pode ser proibido, prejudicando a todos em troca de uma pretensa defesa social [que retsa inócua].
O ponto liberdade, chave para a proibição ou não de qualquer atividade, está sendo pouco comentado. À luz de uma Constituição Democrática não se pode proibir tal ato, sob argumento tão simples.
Prevalece, vez mais, a máxima: soluções simples para problemas complexos.
E quanto à soluções, longe de querer apresentá-las, pois jurídica e sociologicamente inviável, trago a frase de um deputado que destoou dos demais na tribuna:
Fransisco Appio disse "é preciso mais educação do que lei a criar".

dose de cultura


Navega-se nestes mares virtuais e muitas informações rasas e pouco interessantes dominam a cena.


Vale a postagem pelo link desse site extraordinário. Uma dose de cultura não faz mal...

PS: dica do Igor Selensky.

Show Paralamas e Titãs

asame
Tive a oportunidade de assistir a memorável show de rock na última sexta-feira.


Tratou-se da reunião entre duas das maiores bandas em atividade no país. Os Paralamas do Sucesso, liderados pelo ativo Herbert Viana, que apesar de paraplégico não largou a guitarra, emendando riffs além de ter sido o principal vocalista da trupe que reuniou mais de uma dezena de músicos.


O show contou com especiais participações: do argentino Fito Paes em energética performance cantando Go Back e a sua Track-track; do ex-titã, Arnaldo Antunes que apesar de um pouco enferrujado para shows dessa linha ainda mantém atitude punk; fechou o ciclo de convidados o Andreas Kisser, da internacional banda Sepultura, com sua pesada guitarra.


Um belo espetáculo reunindo grandes sucessos, bons músicos - a bateria de João Barone é impagável -energia e interação com o público.


O pulso ainda pulsa no rock nacional.

a [des]esperança e a necessidade de mudança

Aflito. É como me senti ao deixar o estádio Olímpico Monumental aos 43 min. da etapa complementar do jogo de ontem entre Grêmio e Juventude.
Uma derrota que gera reflexões: quantos jogadores do atual elenco podem, efetivamente, estar em campo nos confrontos que iniciam em maio, pelo Campeonato Brasileiro ? três ? talvez quatro ? Uma análise de cada atleta, indica uma necessidade de reformulação quase completa no elenco.
Mas a mudança deve começar do topo. Passando pela comissão técnica - principalmente pelo inexpressivo e incompetente Celso Roth até chegar ao presidente Odone.
Paulo Odone deve se desligar imediatamente de funções executivas no Grêmio FBPA. Se for decidido em referendo ou outra forma, que seja designado para atuar junto a Grêmio empreendimentos, que irá [?] erguer a Arena, ok. nota: Um projeto que, em não dando certo, pode fazer ruir o Tricolor como instituição. Porém, como presidente com funções administrativas e de futebol, não há mais a mínima condição. O foco dele é outro.
Seguindo a linha hierárquica, temos o sr. Paulo Pelaipe. Uma pessoa de duvidosa capacidade gerencial - contratou Celso Roth; deixou de trazer o excelente jogador argentino D´Alessandro; descontrolado - vide as inúmeras vezes que esteve no STJD; ignorante no aspecto futebolístico - chamou o multi-campeão Boca Jrs. de "Caxias com grife". Esta pessoa deve impreterivelmente abandonar a gerência/vice presidência/diretoria de futebol e ficar afastado do Grêmio.
Quanto ao treinador da equipe, é imperioso que se diga que este profissional possui mais de quinze anos de carreira e nunca - eu escrevi NUNCA - ganhou um título de projeção nacional. Não obstante ter trabalhado em diversos clubes de ponta. Não há mínima qualificação que o envolva para [re]comandar o nosso time. Ademais, desconhece noções elementares de visão de jogo e grupo, pautando suas escalações em burra teimosia e ignorância técnica e tática. Manter Eduardo Costa na segunda função de meio-campo, enquanto o ineficiente [nem cabe xingar mais] Nunes segue no time. Escalar Maylson e Julio dos Santos lado à lado é burrice pura. Inventar lateral direito na esquerda e abandonar o Perea na frente, nem se fala.
Em síntese, o dinheiro está falando mais alto do que o futebol na Azenha [e no Humaitá] - informações de que o terreno onde será construída a Arena passou de 14 para 50 milhões de Reais só confirmam a tese. Quem dirige o Grêmio relegou o futebol a terceiro plano e só está visando lucros vindouros.
De que adianta um estádio padrão FIFA, com time que acabará em 5º lugar o campeonato regional ?