Tive a felicidade de passar o feriado da Páscoa no litoral de Santa Catarina.
Em Garopaba, na praia do Rosa. Lugar magnífico, esculpido pela natureza e hoja alterado - para o bem e para o mal, pela mão do homem.
Eleita uma das mais belas praias do Brasil, que, tendo mais de 8 mil km de litoral, se imagina quantas praias bonitas pode ter.
A lagoa de água doce bem perto da faixa de areia, a mata nativa e os morros delimitadores fazem dela um lugar incrível. Com tempo bom, de sol estável na maior parte do dia - sexta e sábado, contrariando previsões negativas de chuva. Ademais, estava muito bem acompanhado pela minha namorada e por um grupo de 20 amigos. O feriado ficou perfeito.
Mas como nem tudo são flores, o lado negativa também deve ser ressaltado.
A BR 101 está caótica. Na volta do feriado, domingo à tarde-noite, dois momentos foram determinantes para a análise crítica negativa.
Demoramos 2 horas para andarmos 40 [!] quilômetros. Algo imaginado apenas em megalópoles como São Paulo. Mais adiante, na altura de Criciúma [terra do Renato Belolli] a chuva, que aí sim apareceu, veio forte. A ponto do limpador de pára-brisa do carro estar ligado na velocidade máxima. As obras, a parca e mal feita sinalização, o fluxo e o contra-fluxo tornaram a viagem tensa e perigosa por um tanto de tempo.
Reflexo da má condução das licitações públicas, que repassam verbas para empresas que não concluem obras, deixando à mercê a parcela da população que necessita desse serviço. A duplicação está lenta em vários pontos, e do ponto de vista leigo [em engenharia] está no início, pois só areia se vê em vários futuros viadutos/elevadas.
Sem querer ser piegas, mas reforçando o coro da campanha, a duplicação da 101, mesmo que seja com pedágio, é questão de segurança pública.
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